domingo, 28 de fevereiro de 2016

Desculpas para não escrever todos os dias

Gostaria de poder escrever todos os dias! Para treinar e aprender. Mas tenho outras coisas pra fazer. Eu durmo entre oito e dez horas por dia, daí acordo, tomo um café preto, fumo um cigarro e logo depois já almoço. Então vou estudar inglês, coisa que gosto muito. Ultimamente são umas três horas de estudo por dia. Depois vou dar uma corrida ou caminhada, mas não antes de alongar os músculos. Na parte da noite gosto de ler livros em português, porque adoro e porque também ajuda a escrever bem. Falar a verdade, não sobra muito tempo pra escrever, mas vou dar uma otimizada nesse tempo, talvez dormindo menos, ou talvez evitando entrar no facebook e no twitter. Ontem disse que estava sem assunto e acabei falando sobre alguns assuntos. Na verdade, eu quis dizer que estava sem assunto para escrever todos os dias, como sugerem os escritores. Haja criatividade para escrever todos os dias! Mas estava eu cá pensando no assunto e acho que tive uma pequena resposta (as grandes respostas acho que chegam somente através de muito trabalho): Não preciso ter uma grande criatividade, é só narrar as coisas que acontecem, se no plano material não acontecem muitas coisas (esse é meu caso), é só narrar o que se passa na mente! Se a gente prestar atenção ao que acontece o tempo todo em nossa mente, talvez fiquemos loucos! E o antídoto talvez seja expor isso escrevendo. Talvez vocês estejam pensando: “Nossa, que vagabundo”, não os culpo. No momento, é o que sou. Mas já trabalhei bastante em minha vida! Nada do que eu fiz, foi o que gosto, mas já gostei do que fazia, muitas vezes, devido ao ambiente e às pessoas ao redor. Meu primeiro emprego foi em uma metalúrgica, treze anos de idade, só trabalhava e dormia. Porque ia pra escola morrendo de sono! Não assimilava quase nada. Levando isso em consideração, acho que me tornei um mal aluno, quando comecei a trabalhar, antes disso só tirava notas azuis. Mas resumindo o currículo, meu penúltimo emprego até agora foi em um hipermercado, e trabalhava à noite. Só trabalhava à noite, todos os dias da semana, inclusive feriados e dormia o dia inteiro, isso durou uns três anos. Mas chega, isso já está parecendo o BBB (Big Blog Brasil). Se eu quisesse escrever nessa época, como seria? Não dava de jeito nenhum! E se eu estivesse em um emprego desses hoje, também não estaria escrevendo nada disso agora. Devo dizer que estou em busca de minha vocação. Talvez se eu estivesse nessa busca desde que comecei a trabalhar, já tivesse encontrado. Mas essa busca começou tarde em minha vida e sem esquecer que também tem a resistência a sociedade e da família. Antigamente, na adolescência (papo de véio), eu tinha a necessidade de jogar futebol quase todos os dias, e modéstia à parte, eu era bom. Taí meus amigos que não me deixam mentir sozinho. Mas não sei se era minha vocação, porque eu era muito medroso. Sei disso porque joguei campo uma vez de lateral direito e não saía do lugar, tinha medo de me expor. Mas pensando bem, acho que se eu tivesse insistido nessa carreira, seria melhor que o Pelé (exagero). Mas melhor que o Neymar, tenho quase certeza. Talvez se eu tivesse a consciência da Verdade como um todo, teria conseguido. Mas pergunto: Já aconteceu de alguém que não tenha essa consciência, conseguir se destacar? E não questiono só no futebol, mas em qualquer área? Aceito respostas, apesar de achar que esse seja um assunto que não possa ser dito. Ah tá! Então a pessoa é frustrada quando sabe que tem certo talento e mesmo assim não consegue viver disso?! Se for isso, então sou um jogador de futebol frustrado! Mas sei que não estou sozinho! Já vi tanto craque jogando na várzea, nas quadras do bairro e até em terrenos baldios! Na verdade, nesse momento, eu gostaria de trabalhar de peão ou de auxiliar administrativo e ser feliz com isso. Mas infelizmente isso não é o que se passa na minha cabeça no momento. Talvez eu esteja vivendo o que viveu o personagem do livro “O alquimista” do já citado (sem querer) Paulo Coelho no post anterior. O cara que viaja o mundo inteiro buscando um tesouro e só encontra o tal tesouro quando volta para casa. O tesouro estava o tempo todo em sua casa e ele não percebia. Não sei, pode ser, mas ainda não sei se é isso, no meu caso. Como faço pra voltar pra casa? E se no meu caso o tesouro não estiver em casa? Será que isso é uma regra? Gostaria muito de saber! Só não posso suportar a pessoa me dizendo que eu tenho que me aceitar como eu sou. Como se ela soubesse o que sou. Como, se nem eu mesmo sei quem sou? Como ela que está fora pode saber mais do que eu que estou aqui “dentro”? Talvez ela não saiba nem quem ela é de verdade. Aliás, quem no mundo se aceita como realmente é? O assassino que não se aceita está errado? O corrupto que não se aceita está errado? O estuprador que não se aceita está errado? Ou será que tudo isso não é apenas distorções de uma mente doentia? Você que me diz que eu tenho que me aceitar como eu sou, olhe para o seu umbigo e tente transformar sua merda primeiro, pra depois dizer o que devo fazer da minha própria vida! Mas relaxa, isso não tem nada a ver com você que está lendo isso agora. Minha psiquiatra não me deu o diagnóstico de esquizofrenia, mas acho que é porque ela ainda tem a esperança de que eu me torne uma pessoa normal. Foi uma pessoa da televisão que me disse isso, essa parada de que eu tenho que me aceitar como sou. Não sei se você acredita nisso, mas pra mim, foi bem real! Eu realmente acredito que isso possa acontecer. Será mesmo que sou esquizofrênico? Ou será que isso faz parte da Verdade que ainda não posso ver? Mas por hoje chega, afinal já escrevi minha página de hoje.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Sem assunto


Hoje o assunto é não ter assunto. Estava lendo em um livro que para ser um escritor, devemos pelo menos tentar escrever todos os dias. Não sei se serei um escritor. Mas acho que vou tentar. Já tentei tanta coisa. Já tentei ser músico, não deu certo. Não que eu seja um músico frustrado. Uma vez ouvi um cara dizer que não era um músico frustrado porque música era a única coisa que não o tinha frustrado nessa vida. Comigo também é assim, não me tornei um músico profissional, mas isso não tem a menor importância, porque eu ainda posso ouvir música e entender um pouco, como o fato de que Dó não é pena, mais sim um acorde. Então seguindo o mesmo raciocínio, não serei também um escritor frustrado, porque amo ler, entrar na cabeça do mundo e entender como algumas coisas funcionam. Sou humano e tenho o mesmo potencial de um Machado de Assis, ou um Dostoievsky, Cervantes, Proust, ou um Guimarães Rosa, Graciliano Ramos. Mas antes que você ache que estou sendo pretensioso, devo dizer que não estou me colocando no mesmo patamar desses gênios. Não como escritor, mas sim como ser humano. Assim como eu, eles também devem ter tido, sentido, experiências humanas. A não ser que eles eram alienígenas, fato que talvez explicasse tanta genialidade. Aposto com vocês que eles também tiveram experiências parecidas, afinal a vida e o mundo são os mesmos para todos, as possiblidades são infinitas dentro uma finitude determinada pela raça (humana). Eles devem ter sentido prazer, dor, amor, raiva, pena, compaixão, vaidade, arrogância, humildade, bondade, caridade, podridão, prepotência, maldade, perversidade, alegria, felicidade, tristeza, etc. Afinal, quando se está vivo de verdade, tudo isso é possível ser sentido, como já disse, as possibilidades são grandes. Mas aprendemos desde crianças que essas coisas devem ser reprimidas. Devemos ser bons, ponto. Mas acho que isso não é possível, infelizmente. Tudo faz parte de um mesmo pacote, se reprimimos a tristeza e a prepotência, reprimimos também a alegria e a humildade. Podemos no máximo, fingir que somos alegres e humildes. A verdadeira alegria e a verdadeira humildade, vêm com o tempo, com muito trabalho. Talvez fosse mais fácil, se fôssemos inteiros desde que nascemos. De acordo com aquela antiga metáfora, somos águias ensinadas a ser galinhas desde que nascemos. Acho que por isso existem tantas doenças, é nossa natureza tentando avisar de que há algo errado. É tentar evitar a erupção de um vulcão tapando o mesmo com uma laje, uma hora tudo explode. Veja bem, antes da chegada do “homem branco”, muitas doenças simplesmente não existiam entre os nativos, porque eles viviam mais de acordo com a própria natureza e viviam mais conectados com a natureza no geral. Mas isso é um texto sem assunto, não sei porque comecei a falar dessas coisas. Talvez seja verdade o que os escritores dizem, que para escrever, basta começar, o assunto acaba vindo. Mas do que eu estava falando antes desse assunto mesmo? Ah, sim, já tentei algumas coisas. Ser músico, agora escritor, já tentei também ser ator. Ok, acho que nada disso tem importância. Eu pelo menos, não dou a mínima importância para isso. Acho que a gente pode ser o que quiser. A gente é tudo, a gente é músico quando canta no banheiro, a gente é escritor quando escreve uma carta para um amigo ou para um amor, a gente é ator quando é “obrigado” a ir em alguma festa onde não temos a menor afinidade com as pessoas ali presentes, a gente é arquiteto e engenheiro quando fazemos um puxadinho no fundo ou na frente da casa. Ah, vocês entenderam, e às vezes fazemos essas coisas melhor do que muito profissional. Um diploma não garante um bom trabalho. Sim, o conhecimento é importante, tanto que acho que ele deveria ser para todos! Mas o talento acho que é de nascença. Mas sei lá, acho que o talento também tem níveis. Hemingway tinha muito talento, mas não dá pra dizer que Dan Brown também não o tenha. Dan Brown é autor de “O código Da Vinci”, não quis dar um exemplo brasileiro, tentando, treinando a diplomacia patriótica. Mas é isso, vou terminando por aqui porque já está dando uma página escrita e acho que estou mais pra Paulo Coelho, Ops! (versão melancólica!), do que pra Ernest Hemingway. (Olha eu sendo galinha! Culpa da sociedade! Mas hei de me libertar disso!). Abraço!