domingo, 28 de maio de 2023

O equilíbrio é a base da grande Obra

 Certa vez um primo meu falou uma par de negócio esquisito sob o efeito da Marijuana, que na época eu achei um monte de asneira! E achei asneira, porque ninguém riu! Normalmente a gente fumava, contava piadas e ficava rindo até doer a barriga. Mas hoje pensando bem no assunto: Mano, ele tava profetizando! Ele disse enquanto outro maluco amigo nosso estava tocando no violão “In Bloom” do Nirvana:

- O destino da humanidade é conseguir a plena sabedoria! Mas não a sabedoria humana; e sim a sabedoria de Deus! Apesar de que a sabedoria humana pode ser uma ponte pra sabedoria de Deus; mas só isso. E não importa quantos erros a gente cometa; nosso destino é a plenitude; pode não ser nessa geração e nem daqui a mil anos! A paciência é uma virtude; tudo caminha pra frente; por mais que seja lento e que pareça estar andando pra trás. Acho que Deus não curte essa parada de revolução! Por melhor que seja as intenções dos revolucionários; isso é queimar etapas! O amadurecimento completo vem em etapas; tudo a seu tempo.

Quando ele terminou o monólogo, o maluco no violão começou a tocar “Welcome to the machine” do Pink Floyd; e a conversa enfumaçada seguiu sobre o porque do povo patriota brasileiro ter vaiado o Roger Waters no show, quando o mesmo mostrou no telão “Ele Não!”.

Tomara que após esse show do Roger Waters e após toda merda que foi o governo do Bolsonaro, os minions tenham pelo menos procurado ver a tradução das músicas do Pink Floyd! Ou entenderão e mudarão de opinião, ou o próximo show do Waters estará vazio. Ou quase isso; não dá pra esquecer que o Bolsonaro teve uma votação significativa! Eu acho que muita gente que votou nele não entendia nada de política! Então tomara que após esse inferno, tenham começado a ler sobre política e tentado entender um pouco sobre a luta de classes que existe desde Adão e Eva.

Outra coisa que ficou cozinhando na minha cabeça foi: Por que Deus usou meu amigo pra expressar algo que hoje pra mim parece sabedoria? Meu amigo é pobre, preto, vagabundo e maconheiro! Sempre fui na igreja e quase todo padre ou pastor, mandaria esse meu amigo pro inferno sem apelação! Talvez Deus não se importe tanto assim com nossos erros! Ou talvez a Seus olhos existem erros grandes e erros perdoáveis. Meu amigo apesar de todos os defeitos, é um cara honesto, procura sempre fazer o bem e tem muita empatia com o povo pobre; a gente humilde sempre o tocou muito! Quando pode, dá uma palavra de apoio e estímulo, que é tudo o que ele tem.

Mano, a gente que ta encarnado nesse mundo doido, pelo que eu vejo com meu dom de observação aguçado (kkk), acho que na maioria das vezes ou o cabra é doidão; se joga no álcool ou nas drogas; ou prostituição, etc. Ou fica bitolado na religião; tudo é pecado; se torna um ditador com os amigos, a família e até consigo próprio; e isso da doença! Talvez a saída seja o equilíbrio. Por que não trazer da tradição oriental algo que possa ser valoroso pra nós do ocidente?  A gente no mundo é cada um em seu fio da navalha! Qualquer dos lados que a gente cair é o abismo! A vida é uma corda bamba! E qual o segredo pra não cair da corda? É relaxar e confiar que algo Superior está nos auxiliando.

Tem dias que engolir sapo é pecado mortal; Grite, se esperneie!

E tem dias que é melhor calar.

E como saber qual dia é qual dia?

Sabedoria.

E como adquirir sabedoria?

Boas escolhas.

E como fazer boas escolhas?

Experiência.

E como adquirir experiência?

Más escolhas.

“O equilíbrio é a base da Grande Obra”.

E o equilíbrio não é estático! Às vezes a gente vai muito pra cima, e às vezes muito pra baixo.

 

quarta-feira, 17 de maio de 2023

Segunda polêmica do Jão

 Um dia Jão estava distribuindo cestas básicas numa região rural no interior de São Paulo. Comprava as cestas com o dinheiro que roubava de bancos que ele explodia. De repente apareceu os polícia e trocaram tiros; Jão se rendeu e foi preso mais uma vez. Foi tudo um mal entendido: Jão se esqueceu de pagar a mesada dos meganha e deu no que deu.

Seu tio o foi visitar na cadeia:

- Você por aqui tio?! Que surpresa!

- Pois é meu filho; mas só vim porque sua mãe insistiu! Odeio esses lugares!

- Eu sei, por isso minha surpresa!

Continuou o tio: - Filho, por que você não sai dessa vida?! Pensa na sua mãe, sua irmã e no seu falecido pai que era um homem trabalhador! E outra: você freqüenta a igreja, se diz crente, lê a Bíblia! Tudo isso não faz sentido!

- Mas tio, eu roubo dos ricos e dou aos pobres!

- Não importa! Está errado! Na própria Bíblia diz pra não roubar!

- Mas eu amo Jesus Cristo e tenho muita fé!

- Não basta! Você precisa abandonar a vida de pecador se quiser se salvar e ir pro céu!

- Tudo bem tio, talvez você tenha razão; mas só vou pensar no assunto por causa de minha mãe! Eu sei que ela não gosta nada disso. É difícil pra mim levar uma vida santa! O que faço?

- Ah, você sabe! Não fume, não beba, não pratique a fornicação, não respire, etc.

- Não respire?!

- Quis dizer no sentido figurado: Não respire em ambientes poluídos pelo pecado!

O tio foi embora, mas não sem antes ouvir a promessa de que Jão pelo menos pensaria no assunto:

- Pensa bem filho! Você só ta vivo ainda por sorte! Quem vive disso, morre cedo!

Jão prometeu e realmente pensou muito no assunto. E afinal se decidiu a mudar de vida.

Pagou uma propina salgada; saiu da cadeia e pensou: “Tudo bem, vou mudar de vida! Mas mereço uma despedida! Vou até a casa das primas pra minha última noite de pecador!”

Quando chegou em casa, Jão  conversou bastante com sua mãe; orou por três dias seguidos; pegou o carro no sábado e foi até um bordel na cidade vizinha. Havia ido até essa zona apenas uma vez – ao contrário de outras mais próximas de onde morava. E só foi uma vez nesse meretrício porque a cafetina o advertiu que ali era a casa de um tal de rei. E o rei era ciumento; não gostava de concorrências.

Enquanto Jão saía de casa, o meretrício na cidade vizinha já estava pegando fogo. Ambiente lusco-fusco; luzes coloridas; fumaça de cigarro; perfume barato; gente conversando; música alta tocando. No fundo do salão principal estava o rei da zona; sentado num sofá e rodeado de profissionais do sexo; femininas e sensuais  com seus poucos trajes atraentes e sedutores usados apenas nas noites claras de verão. A mesa do rei era farta: comida, bebida, charutos. E em seu bolso, vários tickets usados como vale coito; o rei era insaciável – diziam algumas meninas.

Quando o Jão chegou, estacionou o carro e entrou no salão principal. A cafetina viu e como conhecia Jão, pensou: Putz, vai dar merda! O rei e o Jão no mesmo ambiente é morte certa!

Jão foi direto para o bar; pegou um uísque; perguntou ao barman como estava o movimento e foi se sentar. Uma menina sentou em seu colo e ficaram conversando; após alguns chops, Jão se levantou e foi ao banheiro. No caminho, deu de cara com o rei. A alcoviteira correu e se colocou entre os dois, tentando evitar uma tragédia. Era apenas uma proxeneta, mas era honesta e não queria problemas com a polícia.

As meninas que estavam com o rei perceberam a gravidade do momento e se afastaram. A música parou; os dois se encararam; Jão caminhou até a mesa do rei e disse:

- Porra tio, você não disse que era pra eu mudar de vida?!

- Filho, faça o que eu falo, e não faça o que eu faço.

domingo, 14 de maio de 2023

O médico doidão

Tava imaginando se um dia acontecesse (se já não aconteceu) de um médico maluco fizesse uma experiência:

Pegasse duas pessoas, talvez de forma aleatória ou de acordo com seus estudos estatísticos e  científicos, e submetesse as duas pessoas a condições idênticas pra ver a reação de cada uma dessas pessoas. E após várias tentativas, encontrasse duas pessoas parecidas com resultados completamente diferentes, proporcionando pra ele – o médico – um parecer.

O médico maluco colocaria duas pessoas completamente diferentes de acordo com o resultado da pesquisa, e torturasse as duas das formas mais bizarras possível. Isso já foi feito muitas vezes, eu acredito, mas nunca de forma tão científica. Nem os nazistas devem ter pensado nisso; talvez tenham pensado e realizado isso, a ditadura militar no Brasil. Ou será que eles torturavam e matavam só por sadismo?! Evito pensar nisso.

Pois então, pega as duas pessoas e tortura até a pessoa ficar na beira da morte. E é claro que isso é impossível de saber – cada pessoa, é cada pessoa - , alguns morrem antes do final desejado pelo médico maluco. Mas pra ele são só ossos do orifício; viva a ciência!

Uma nota: A ciência é maravilhosa! Mas como todas as áreas do conhecimento humano, têm muita gente doida também!

O médico maluco achou dois doidão durão! Os caras agüentavam tudo até o talo! Daí o médico maluco usou sua intuição e começou a dar remédios que aliviavam a dor pra um, e não dava nada pro outro. E após cada experimento os dois iam pra casa. O que era torturado e não tomava nenhum remédio agüentou até o fim e recebeu uma medalha. O outro que tomava remédios pra aliviar a dor, ia pra casa achando que tava tudo normal e que levava uma vida normal.

Resultado: O doidão que não tomava remédios ta vivo até hoje; e o doidão que tomava remédios pra aliviar a dor, se matou enforcado em casa.

O médico maluco escreveu um artigo numa revista científica defendendo seu experimento, dizendo que o ser humano não precisa de remédios; ele agüenta o tranco. E publicou sua tese na internet.

Um leitor discordou: Eu tenho um problema crônico e só sobrevivo por causa dos medicamentos! Seu experimento é uma balela!

E o médico além de ser maluco, era volúvel e respondeu ao leitor:

Putz, concordo com você! Não tinha pensado nisso! E pensando nisso agora, talvez seja o mesmo caso do aborto, da eutanásia, do adultério, do machismo, do feminismo, da homofobia, do pecado mortal e até do suicídio! As coisas pra gente que ta encarnado não são assim tão simples como parecem.

Mas talvez tudo se resolva – pelo menos momentaneamente – pelo diálogo.

Muito diálogo. Muito diálogo. Muito diálogo.

Assim como faz o presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, que apesar de ser só um torneiro mecânico de profissão, tem o dom da política e do diálogo.

 

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Primeira polêmica do Jão

O Jão do interior tinha o sonho de ser ladrão. Foi pra cidade encontrar com o chefe de uma facção criminosa pra se candidatar ao emprego. E após a entrevista, o chefe disse ao Jão:

- Bem vindo à selva de pedra!

O chefe foi com a cara do Jão, mas mesmo assim, não privou-se de mostrar ao Jão que a hierarquia era importante no comando da firma. Colocou o Jão pra fazer um trampo de peão, pra ver se o candidato a meliante tinha humildade. O Jão raspava o chassis de carros roubados de playboys que ficaram ricos explorando o povo pobre – carros esses que eram revendidos pra políticos corruptos.

Um dia o sonho de Jão se realizou. Foi convocado pra puxar um carro na zona leste. Foi com dois amigos comparsas, puxou o carro; a polícia pegou; foram perseguidos até o abate no parque do Carmo. Os polícias aproveitaram o ambiente inóspito do parque e meteram balas nos comparsas do Jão; mas quando puxaram o gatilho pra finalizar o Jão, as armas falharam.

Jão passou a noite no meio do mato ao lado dos amigos defuntos. Voltou a pé pra casa e contou tudo pra sua mãe.

- Menino, eu sei que nossa situação é difícil, mas você não precisa disso! Sai dessa vida! Tenha fé em Jesus Cristo! Ele proverá tudo o que a gente precisa!

Porém, essa pregação, apesar de vir da pessoa que ele mais amava no mundo, não surtia efeito em sua mente. Ele simplesmente não acreditava em Deus e muito menos em Jesus Cristo.

Após o episódio no parque do Carmo, voltou ao trampo de peão, na funilaria da firma. Mas ele era chato! Tava sempre cobrando o chefe por um serviço mais importante. Até que o chefe o mandou com um grupo especializado pra roubar um banco; o chefe acreditava no potencial do Jão.

Foi mais um fracasso. Jão foi atingido na perna por um tiro de fuzil e só não perdeu a perna por sorte. Após sua recuperação no hospital, foi enviado ao presídio. Ficou lá anos amargos; difíceis e alguns momentos, insuportáveis. Passou momentos que não sabia que poderia suportar e se converteu a Jesus Cristo mesmo sem ir à igreja do presídio. Porém, meteu a máscara de bad boy pra preservar a vida diante de tanto cara ruim.

Hoje Jão tem fé em Jesus Cristo e não sai pra roubar sem rezar. Mas ele só rouba bancos; jamais rouba gente humilde.

A irmã do Jão pensou:

Se Jesus Cristo honra meu irmão que é bandido, imagina eu que ando na linha!


domingo, 7 de maio de 2023

Reflexão de um leigo

 Hoje eu poderia escrever algo sobre os relacionamentos do ser humano com Deus.

Acho que não vou postar isso no blog porque não sei se tenho o direito de ficar especulando sobre Deus publicamente; ou se devemos deixar a tarefa aos sacerdotes; que não especulam. Sabem do que estão falando. (como vocês devem ter percebido, acabei postando).

A relação do ser humano com Deus é de Amor, e não de submissão. Mas sem esquecer:

Foi esta a única ordem que lhes dei: escutai minha voz: serei vosso Deus e vós sereis o meu povo; segui sempre a senda que vos indicar, a fim de que sejais felizes. (Jeremias 7,23)

Mas obedecer a Deus, não porque Ele é um carrasco! E sim porque Ele nos ama e sabe o que é melhor pra nós.

Hoje percebo que a relação do homem com Deus já foi de submissão, mas parece que não é mais assim. Já foi, porque era o que a gente precisava naquele momento. Hoje, precisamos de Amor; e é o que temos; desde que procuremos por isso. Porém, essa crença de que o homem deve ser submisso a Deus, afasta muita gente da igreja e da vida plena em Deus. Somos Um com Deus; e quando o negamos, nos separamos e permanecemos apenas um ego insignificante.

Deus é maravilhoso! E Seu Amor é implacável! Eu fugi das pessoas, me afastei de quase todo mundo, por medo ou por achar que não era capaz de lidar com tudo aquilo; e Ele colocou as pessoas dentro de mim. (bem, acho que é isso).

- Mas por que então tanto sofrimento no mundo?

- Não sei! Mas sei que qualquer sofrimento fica mais leve e suportável se a gente está com Deus. Porque Ele nos conforta e nos ajuda a superá-los.

Um dos argumentos contra Deus de quem se diz ateu, é a Inquisição; a caça às bruxas na Idade Média.

Quem fez toda aquela barbaridade foram os homens e não Deus! Quanta barbaridade o homem já fez em nome de Deus?!

- Mas por que Deus não interfere? Ele não é Todo Poderoso? Por que Ele não faz do mundo um Paraíso?

- Ah, você ta querendo mágica! Num passe de mágica e ta tudo bem! Acho que não é assim que as coisas funcionam; a nossa evolução é gradual, dialética (esforço presente; erros; dor; passo atrás; mais dor; dois passos pra frente). Nossa evolução é de acordo com a lei da Natureza. E a natureza está mais para uma tartaruga do que para um coelho. Veja todo o processo do crescimento de uma árvore, por exemplo. (tenho comigo que a árvore por exemplo, deve sentir muita dor pra crescer). Portanto: Paciência. Sei, é difícil; mas com perseverança, a gente consegue.

E quem garante?! Se Deus nos desse o Paraíso, no dia seguinte a gente já estaria caindo de novo. Pelo menos de acordo com a Bíblia, foi o que Ele fez no princípio. E a gente - apressados - preferiu a busca pela nossa divindade através do Conhecimento do bem o do mal.

(São João 10)

34.Replicou-lhes Jesus: “Não está escrito na vossa Lei: Eu disse: Vós sois deuses?

35.Se a Lei chama deuses àqueles a quem a Palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada),

36.como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus?

 

(Salmos 81)

6.Eu disse: “Sois deuses, sois TODOS filhos do Altíssimo.*

7.Contudo, morrereis como simples homens e, como qualquer príncipe, caireis”.

8.Levantai-vos, Senhor, para julgar a terra, porque são vossas todas as nações.*

 

(Salmos 81)

2.“Até quando julgareis iniquamente, favorecendo a causa dos ímpios?

3.Defendei o oprimido e o órfão, fazei justiça ao humilde e ao pobre,

4.livrai o oprimido e o necessitado, tirai-o das garras dos ímpios.”

5.Eles não querem saber nem compreender, andam nas trevas, vacilam os fundamentos da terra.