sábado, 30 de dezembro de 2017

Sobre a auto estima

Sobre a auto estima:
A pessoa trabalha o ano inteiro planejando ir à praia na virada do ano, e quando chega o momento, chove torrencialmente! Sei, dá raiva! Já passei por isso.
A auto estima é o Sol. E a falta dela é a chuva. O Sol nunca para de brilhar e aquecer. A chuva cai esporadicamente em alguns lugares. Isso é uma lição que deveria ser ensinada na infância para todos! A chuva passa.
Já me senti um verme (muitas vezes)! Mas ao mesmo tempo senti um profundo amor por mim mesmo! O que me faz crer que todos nós nascemos com amor próprio, porém a vida em sociedade tenta tirar isso de nós! Mas no fundo, ela (a sociedade) não consegue tirar da gente essa força que nos faz continuar caminhando nesse mundo de aprendizados. O Amor é inato! Já nasce com a gente o Amor próprio, assim como também nasce com a gente o Amor ao próximo! Ainda não sei a Razão disso tudo, mas o que percebo é que podemos aprender muito sobre a vida, simplesmente vivendo e tentando entender. Também não sei elencar tudo o que aprendi nesse processo até aqui; mas foram muitas coisas! Parece que é assim (sobre a auto estima): Você tem uma coisa de nascença, e durante a vida, muitas situações fazem com que você tenha isso colocado à prova (vida em sociedade). E suas experiências fazem você aprender coisas: Como viver em comunidade; como ser mais compassivo; como ter empatia; e por fim, como conseguir mesmo com fome, dar o único pedaço de pão ao próximo que está morrendo. Mas fugi do assunto; O ser humano já nasce compassivo também, e tendo empatia com o próximo! Mas a civilização criou um modelo de vida que insiste em tirar isso da gente! Se pesquisarmos sobre a vida nas tribos, por exemplo, podemos ver que tudo era mais justo! O que era plantado e caçado, era pra todos! E não só para os ricos, ou só para os políticos! E acima de tudo, a vida era baseada na harmonia com a Natureza!
Hoje ouvi: O mundo muda, se você mudar! Ok, vamos então fazer uma suposição: Suponhamos que eu seja um assassino, sociopata, psicopata, antissocial que odeia a vida e as pessoas; Resumidamente, se por algum milagre ou esforço próprio eu me tornar uma pessoa melhor, vão acabar as guerras? Crianças vão deixar de ser estupradas e assassinadas? Pessoas vão parar de morrer de fome na África, ou em algum subúrbio e periferia de qualquer lugar do mundo? Duvido! Mas vou tentar... Vai que dá certo... Mas só vou tentar porque fui invadido pelo espírito natalino do final de ano! Espírito natalino e espírito de Paz do fim de ano.
Agora um dado preciso: Não sei quantos por cento de pessoas que vivem de acordo com as convenções sociais e morrem sem saber o que é auto estima, mas tudo indica que esse número seja alto!
Isso tudo eu pensava quanto tinha vinte anos de idade! E penso assim até hoje! Será que se eu mudar de opinião, crianças vão para de morrer de fome e de câncer no mundo? Se tivesse certeza disso, mudaria com prazer!
Mas eu só digo isso tudo porque ainda estou vivo! Se tivesse morto, talvez estava ajudando alguém, como um anjo; Ou zuando alguém, como um demônio; Ou visitando alguém na cama, como um íncubo! Ou simplesmente como um Exú, tomando uma pinga, incorporado em algum cavalo, em algum terreiro, falando coisas sábias pelo simples fato de estar morto.
Não acho que as pessoas se matam porque não suportam a dor, e sim porque estão de saco cheio! Vem sofrimento, vem prazer, vem soprimento, vem prazer. Só que o sofrimento sempre parece mais longo do que o prazer!

Porém, o suicídio não é uma opção. Ou é?

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Desabafo pré natalino


Pra começar: Não acredito em Papai Noel (há muito tempo)! Não acredito em Jesus, não acredito em Deus e perdi minha fé na humanidade! Você me odeia por isso? Então mate-me, por favor!
Mas ainda tenho esperança de ver um mundo melhor pra mim e para quem amo! Não dá pra engolir esse papinho de que no Natal todo mundo fica bonzinho! Quando na verdade, as coisas não giram em torno do aniversariante e nem em torno de seus ensinamentos! Mas giram sim, em torno do dinheiro e do consumo! A gente devia ser bom o ano inteiro! Mas não é o que a gente vê no mundo! Tem um monte de guerra estúpida acontecendo, que deixa milhares de pessoas, inclusive crianças, mortas ou órfãs! As famílias se reúnem não para festejar, mas sim pra ficar fofocando e falando mal da vida alheia! Ninguém se respeita! Usam até xingamentos para se referir um ao outro e dizem que isso é um tipo de brincadeira! E se você discorda dessa “brincadeira” idiota, é tachado de chato e mala sem alça! E se as pessoas ao invés de ficarem se xingando de “brincadeira”, elas começassem a se elogiar, só pra variar um pouco?! Mas não to falando de bajulação! Falo de elogios sinceros, aquele que vem do fundo do coração! Não, não! Ninguém consegue mais fazer esse tipo de coisa! A ignorância está cristalizada no peito das pessoas! Gente livre, sincera e amorosa é vista como gente fraca! E quando aparece alguém com coragem o suficiente para ser Livre, é perseguido porque incomoda demais ver esse tipo de gente! Sim! É possível ser livre! Livre de toda essa merda imposta pela sociedade! A história da crucificação de Jesus acontece todos os dias! Todo dia o povo manda crucificar um Jesus e soltar um Barrabás! Sim, o povo! O povo que muitos usam para adjetivar como se fosse uma entidade com ausência de defeitos! Tipo: “A voz do povo, é a voz de Deus!”. Ah, então foi Deus quem mandou crucificar seu próprio filho e soltar o bandido?! É Ele que ta de toga hoje protegendo bandido do colarinho branco, enquanto manda prender pai de família, só porque é pobre e iletrado?
Cansado de ouvir também que eu preciso agir mais e falar menos! Falar o quê? Nem vida social eu tenho mais! Parecem um papagaio: “Mais ação, menos palavras!”, “Mais ação, menos palavras!”, “Mais ação, menos palavras!”, porra! Enche o saco! Já disse e repito: Que tipo de ação eles estão exigindo? Seria algum tipo específico? Porque eu pratico várias ações ao dia! Por exemplo, escrever este texto é uma ação! Escovar os dentes é uma ação! Cagar e mijar é uma ação! Etc, etc, etc... Enfim, a ação mais importante de todas: Respirar! Essa eu pratico bastante e acredito que se você está lendo isso, também pratica esse belo esporte!
A humanidade (a maioria, pelo menos) (não, não, as pessoas com quem convivo, pelo menos) se esqueceram de como praticar a contemplação! O mundo é maravilhoso! Pode acreditar! Se a gente para um pouco pra contemplar, nossa! É tanta coisa linda! Tanta resposta chega só numa boa contemplada na parada! Mas não! Nossa cultura é da ação! Vamu lá gente! “Acelera São Paulo!”. Acelerar pra onde cara pálida?! Acelerar para o cemitério?! Só se for! Cara, eu não tenho pressa nenhuma de esticar minhas canelas e botar o paletó de madeira! E pensando bem, agora que desabafei com a nobre ação da escrita, não quero mais que você me mate! A vida é uma delícia!

Nunca tive frescura com esse negócio de não comer isso, não comer aquilo! Sempre comi de tudo! Talvez porque minha mãe seja uma ótima cozinheira! Tudo que ela faz, fica delicioso! Mas não é só por isso não; Restaurante é a mesma coisa! Como de tudo! Do doce, ao salgado, do azedo ao amargo! Hoje a vida me deu um remédio amargo! Tomei tudo! E não vejo a hora de chegar as festas pra encher o rabo de champanha! E se você leu isso até aqui, obrigado pela atenção! Boas festas e um beijo no seu coração! E que nossa vida possa ser de muita Contemplação e Celebração o ano inteiro!

sábado, 9 de dezembro de 2017

Rastejando


Hoje ouvindo “Creep” do “Radiohead”, lembrei de um episódio que aconteceu na minha vida. Acabei de mudar para a cidade de Cotia, zona Oeste de São Paulo. Estava desempregado e com a ajuda de minha tia que já morava na cidade há alguns anos, consegui um emprego no banco bradesco. Fiquei só sete meses, mais isso é outra história. O que quero contar é que lá no banco conheci a Cláudia; eu e ela na flor da idade, 19 anos. Me apaixonei de cara! Chegava em casa e só pensava nela! Ouvindo “Legião Urbana”, até chorava! Na verdade, fiquei esses sete meses, me arrastando na vida, por ela! Era morena; prefiro as loiras ou branquinhas de cabelo preto, mas ela era especial; com seu cabelo comprido, olhinhos puxados como oriental e dentes salientes. Lembro que ela sempre vinha em meu setor pedir favores; eu fazia com todo prazer, sem questionar! Até que um dia eu precisei dela. Fui até seu setor e pedi o que estava precisando, e era urgente! Ela me ignorou e disse que não era assim que funcionava! Eu teria que esperar como qualquer um! Então foi aí que minha veia espontânea entrou em ação; Disse na lata que na hora que ela precisava, ia correndo me procurar, mas agora que eu precisava dela, ela não queria colaborar! Vi que aquilo mexeu com ela, olhou para mim com um certo espanto e resolveu me atender de imediato. Me senti o máximo!
Mas agora falando como adulto, naquele exato momento, eu deveria tê-la chamado pra sair e seja o que Deus quiser! Não o fiz. Continuei com o joguinho de adolescente. Chamando-a de Paixão e ela retribuindo com lindos sorrisos e beijos de tchau no final do expediente.
Isso se arrastou durante os sete meses em que trabalhei no banco! Até que um dia, logo quando tinha sido demitido, a encontrei na praça da matriz, próximo ao banco no final do expediente. Eu havia combinado com outros amigos e amigas do banco para ir ao cinema assistir “Ghost, do outro lado da vida”. Nos encontramos por acaso no ponto de ônibus; conversamos e aproveitei para convidá-la para ir ao cinema com a gente. Ela não queria porque tinha compromisso. Insisti e disse: Por favor Cláudia! Vamos! Por mim!
Ela me olhou com aquele olhar que só mulher bonita sabe dar e aceitou. Entramos no cinema e sentamos um do lado do outro. Antes de começar o filme, ela me disse pra ter raiva de certo personagem, que na verdade era o vilão da história. Estrategicamente coloquei meu braço direito em seu ombro. E ela ficou o filme inteiro me dando M&Ms na boca. Não consegui prestar atenção no filme. E agora tire as crianças do blog! Fiquei o filme inteiro igual a Paula, "Paula Tejando"! Daí fui pra casa e fiz igual o Tomás, "Tomás Turbando"! Mas resumindo, acabou o filme e ela me deu uma indireta que queria ficar comigo. Não sei se não entendi, ou se tive medo, ou se fingi que não entendi, ou se sou masoquista. Só sei que não fiz nada.

Depois de um tempo, passado esse episódio, sempre que assistia “Ghost”, chorava como uma criança! Como na música, “Creep”, preferi continuar rastejando como um verme!