quinta-feira, 6 de março de 2014

Esquete de um menino exibido


Se eu fosse pai há vinte anos:
Pai! Pai! Olha só a super novidade que aprendi hoje na escola!
Humpf... “disse” o pai.
O menino pulou, dançou, cantou, contou uma piada, riu da própria piada, bateu a canela na mesinha no centro da sala, fingiu choro e terminou com um sonoro “Tchãrãmmm!”, enquanto abria os braços.
O que é isso moleque?! Toma jeito de homem! Isso é coisa de gente exibida! Papai do céu não gosta dessas coisas! E saiu bufando.
O menino se fechou e enquanto ia para seu quarto pensou: “Que merda! Lá na escola acharam tão legal! Não entendo!”
Apagou a luz, deitou em sua cama e chorou sozinho.
Se eu for pai hoje: (assim espero)
Pai! Pai! Olha só a super novidade que aprendi hoje na escola!
Que legal filho! Quero ver! Disse o pai.
O menino pulou, dançou, cantou, contou uma piada, riu da própria piada, bateu a canela na mesinha no centro da sala, fingiu choro e terminou com um sonoro “Tchãrãmmm”, enquanto abria os braços.
Nossa filho! Que da hora! E abraçou o menino. Parabéns, viu?! Tenho orgulho de ser seu pai! Você é maravilhoso! Aliás, tão maravilhoso quanto o seu pai!
Ouviu-se um grito vindo do quarto:
O QUÊ???
Digo, você é tão maravilhoso quanto o seu pai e sua mãe!
Nossa pai, você quase se esqueceu da mamãe!
Você viu filho?! Isso não pode acontecer! Afinal de contas, ela entrou com a barriga!
O QUÊ???
Calma amorzinho... é brincadeira!

E riram juntos.

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