sexta-feira, 25 de julho de 2014

Conflito Israel x Palestina

Pelo que entendi do conflito entre Israel e Palestina, parece que é um conflito por terras, mascarado como conflito religioso. Ou o contrário, um conflito religioso mascarado como um conflito por terras. Pra mim pouco importa, só sei que estão morrendo mulheres e crianças inocentes, principalmente Palestinos. Se é um conflito religioso, é idiota, estúpido e imbecil!! Será que assassinar mulheres e crianças inocentes é vontade de Deus? Se a resposta é sim, esse Deus está mais parecido com um homem também idiota, estúpido e imbecil!! O que aconteceu com o Deus que é Amor e Infinitamente Misericordioso? Eu acho que são homens estúpidos e ignorantes usando o nome de Deus para assassinar inocentes. Mas se o conflito é por terras, essa carta escrita pelo chefe indígena Seattle em 1854, é bem atual:

Carta do cacique Seattle
Há mais de um século e meio, em 1855, o cacique Seattle, dos Suquamish, do Estado de Washington, costa Oeste dos Estados Unidos, enviou esta carta ao presidente Franklin Pierce, em resposta a uma oferta para compra do território indígena. As reflexões do líder Suquamish ainda têm uma surpreendente atualidade.

"O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa 

terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e 

benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não 

necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois 

sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e 

tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no 

que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos 

brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é 

como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. 

Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então 

comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda 

esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de 

areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os 

insetos 

a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
    Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para 

ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de 

noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua 

amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu 

pai 

sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os 

antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa 

atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem 

vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que 

nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se 

possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos 

insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é 

terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem 

não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à 

noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o 

próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de 

pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos 

respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem 

branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível 

ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar 

os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo 

que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias 

abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou 

um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser 

mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para 

sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os 

animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo 

quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere 

a terra, fere também os filhos da terra.
    Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros 

sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em 

ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não 

tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são 

muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos 

das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em 

pequenos 

bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um 

dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o 

nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma 

maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de 

todos. 

E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é 

amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O 

homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras 

raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, 

sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e 

domados 

todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, 

quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão 

então 

os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus 

à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela 

sobrevivência.
    Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos 

quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais 

visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de 

amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos 

para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se 

consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá 

talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o 

último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra 

de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a 

viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido 

ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a 

como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça 

como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu 

poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como 

Deus 

nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta 

terra 

é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino 

comum."

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