(Fábula de domínio público)
Todos os dias de manhã um escritor passeava numa praia muito calma em
busca da sua inspiração diária para continuar a escrever o seu livro. Um dia,
ao caminhar pela areia, o escritor viu ao longe um menino a correr entre a água
e a areia seca. Ao chegar mais perto, viu que o menino estava pegando as
estrelas-do-mar que se encontravam na areia e levando-as novamente para o mar.
– Bom dia. – disse o menino sorrindo e sem parar o que estava fazendo. – Olá.
Por que você está fazendo isso? – perguntou o escritor. – Como a maré está
baixa e o sol forte, as estrelas-do-mar vão secar e morrer antes que a maré
suba de novo. – disse o jovem. O escritor olhou novamente para o menino, sorriu
e disse: – Acho muito bonito o que está fazendo, só que existem milhares de
quilômetros de praia por todo o mundo, ou seja, milhões de estrelas-do-mar
devem estar agora mesmo a secar na areia por todas essas praias. Você tem tanto
trabalho e que diferença faz salvar algumas se outras milhões vão morrer? O
menino agarrou em mais uma estrela-do-mar, levou-a até a água, olhou para o
escritor e disse: – Para esta estrela-do-mar eu já fiz a diferença. O escritor
não conseguiu fazer mais nada durante o dia inteiro, mal conseguiu dormir e
sentiu-se bastante triste. No dia seguinte, como habitual, o escritor foi dar o
seu passeio matinal à praia, mas desta vez passou toda a manhã ajudando o
menino a devolver as estrelas-do-mar ao oceano.
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