Todo final de semana era a mesma coisa: Os quatro amigos se reuniam na garagem da casa dos irmãos e “tocavam” uma par de som. Na verdade, eles tentavam! Ninguém sabia tocar porra nenhuma! Mas eles eram teimosos porque tinham uma pedra e conseguiam tirar leite; algumas gotas apenas, mas tiravam. Talvez por causa do vocalista que sabia cantar e tinha uma voz potente; e por falar em pedra, o baterista era uma pedra preciosa bruta; se lapidasse, talvez saísse algo de bom dali; mas pouco provável já que ele era um idiota orgulhoso de sua ignorância.
Um dia, em um “ensaio” o baixista meteu uma na trave
(rotina), e o batera reclamou:
Porra mano, você precisa estudar um pouco e treinar em casa
antes da gente vir tocar!
Vai tomar no seu cú! Foi a resposta do baixista. Seguiu-se um
silêncio constrangedor e continuaram tentando tocar. Mas esse tipo de coisa
deixa marcas! Saíram do ensaio e foi cada um pra um lado; apesar de que deram
tchau sem a consciência de que não se veriam por muito tempo.
O destino queria uma coisa, mas o ser humano é apressado!
Sentiram saudades um do outro e resolveram voltar a tocar. Mas ninguém tinha evoluído.
Continuava a mesma ordenha na pedra.
Um dia, havia um churrasco na casa dos irmãos (vocal e
baixo). Eles ensaiaram e foram mastigar um nervão (kkk) – piada interna. O
batera e o guitarra estavam cada um com uma latinha na mão e trocando idéias fúteis;
quando o batera abriu pro amigo, que estava numa busca de Deus.
- O que você acha disso?
O guitarra era fraco pra bebida e foi sincero:
- Acho que só busca esse negócio de Deus, os vermes que não
conseguem fazer nada sozinhos! A gente tem que ser auto-suficientes.
O batera já um pouco mais consciente das coisas (pois
buscava), se calou e foi pegar outra latinha. Ficou ali ruminando aquela
resposta, tomou mais uma meia dúzia e foi tirar satisfação com o guitarra:
- Mano, a gente só toca junto porque a gente é amigo! Você
não toca porra nenhuma! É um pereba! Um prego! Um grosso! Pergunta pros caras! E
só não saíram no braço porque os dois eram da Paz (ou frouxos! Depende do ponto
de vista). Mas de novo se separaram; cada um pro seu lado; e como dessa vez foi
um pouco mais grave, ficaram anos sem se ver.
O batera se casou com a batera: Foi estudar e aprender de
verdade como se toca esse lindo instrumento. Os outros três se casaram e
tiveram filhos. Na maturidade se encontraram em uma festa e resolveram se
juntar pra fazer um som.
Afinaram os instrumentos e o batera fez um quatro por quatro
só pra aquecer. O guitarra tocou só “For the Love of God” do Steve Vai. Ficou
todo mundo babando. Nada como o passar do tempo e a paciência.
Agradecimentos: Obrigado Senhor pela minha boa saúde!
Obrigado pela boa saúde do meu pai, da minha mãe, da minha irmã, do
Marronzinho, do Duke, do Papa Francisco, da minha família e dos meus amigos!
Amém.
Perante Deus somos vermes! E assim mesmo Ele nos ama! Então
somos todos vermes! O guitarra estava certo! O batera era um verme! Porém o
guitarra não tinha a consciência de que ele também era um verme!
Então, entre nós vermes, nunca mais abaixo a cabeça!
Só baixo a cabeça perante Deus!
Mas Deus se manifesta no mundo o tempo todo, seja no sábio,
seja no mendigo!
Desculpa! Agora fiquei confuso! Pra variar.
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